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Siemaco Piracicaba debate fortalecimento do SUS e desafios climáticos na 18ª Conferência Nacional de Saúde.

Sindicato marcou presença na etapa municipal do evento; debate em Grupo de Trabalho defendeu a fiscalização de terceirizadas e a valorização da limpeza pública diante de emergências ambientais.

No sábado, dia 20 de junho, o Siemaco Piracicaba e Região marcou presença na Etapa Municipal da 18ª Conferência Nacional de Saúde, realizada na Faculdade Anhanguera Piracicaba. Organizado pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Conselho Municipal de Saúde, o evento trouxe como tema central “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”, reunindo gestores, trabalhadores do setor, usuários do sistema e lideranças civis.

A conferência se consolidou como um espaço democrático para a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A abertura dos debates contou com uma importante fala de Moisés Taglieta, da DRS-XV, que trouxe uma retrospectiva histórica sobre a trajetória do SUS, ressaltando como o sistema resgata a cidadania e garante condições essenciais de saúde e vida para a população. Taglieta traçou um panorama dos desafios atuais do SUS e reforçou seu caráter universal: embora seja um direito de todos, o sistema tem o papel fundamental de acolher e cuidar com prioridade dos grupos socialmente mais vulneráveis.

Após os painéis iniciais, as discussões foram divididas em Grupos de Trabalho para a formulação de propostas. O Siemaco participou ativamente do Grupo de Trabalho 3 (GT3), cujo foco central envolveu o debate sobre a situação climática, degradação do meio ambiente, saneamento básico e os impactos dessas crises na saúde pública, especialmente para a população de baixa renda.

Para o Siemaco, a dinâmica do grupo de trabalho reforçou diretamente o papel estratégico de sua base de representação. A presidente do Siemaco Piracicaba e Região, Renata Souza, ressaltou o vínculo indissociável entre a preservação ambiental, as empresas do setor e a saúde pública.

“Esta agenda enaltece o trabalho sindical, principalmente da nossa categoria que, através da limpeza pública e ambiental, cuida de forma direta da saúde pública e do bem-estar de todos. Quando nosso trabalho é prejudicado, a população se sente afetada como um todo, com o acúmulo de resíduos espalhados, aumento de roedores e animais peçonhentos, além do descarte incorreto do lixo em bueiros e rios, o que eleva o risco de enchentes e alagamentos. Essas situações afetam diretamente a saúde pública, em especial a dos grupos menos favorecidos.”

Durante as frentes de discussão em grupo, Renata também cobrou uma postura firme da administração pública na fiscalização dos contratos de prestação de serviços: “É preciso que o poder público evite essa cadeia desordenada, cobrando das empresas terceirizadas uma atenção rigorosa ao meio ambiente e aos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, evitando prejuízos a toda população. O compromisso deve ir além de um contrato por ‘menor preço’, pois as emergências climáticas são responsabilidade de todos. Tudo funciona como um sistema que precisa de muita atenção e cuidado para não virar caos e aumentar ainda mais a fila do SUS”, enfatizou a presidente.

As propostas aprovadas na etapa municipal serão levadas adiante para subsidiar as discussões nas conferências estadual e nacional, fortalecendo a participação popular na construção de uma saúde pública de qualidade e universal.

 

Por: Assessoria de Comunicação do SIEMACO Piracicaba

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